Quem sou eu?
Quem sou eu….
Um trapo? Um farrapo!
Um autómato, uma migalha
Uma máquina que não pensa
Mas trabalha….
Quem sou eu?
Aqui e agora!
Nesta tristeza que implora,
Deixai-me passar.
Não me barres o caminho,
Quero ir, devagarinho.
Sentar-me á beira do rio,
Deixar a noite chegar
Contar as estrelas
E ver a lua brilhar
Sentir o silêncio
Dos sons que andam no ar
E o arrepio da brisa que vem do mar
Deixai-me acordar, do sonho
Que me enlouquece
Ou então que venha a paz
Que me adormece…
1-6-2009
Lou
É simplesmente “refrescante”, adorei, mas não só “revi-me” em alguns momentos: “sentir o silêncio dos sons que andam no ar…”, ou seja ouvir a natureza, o outro, a nossa própria alma…
Parabéns